CHEGUEI NA MAIORIDADE, E AGORA?



Amigo (a), você cresceu! E agora? O que fazer? Pra onde ir? O que será de nós? Acabou o beijinho da mamãe? O carinho do paizinho? Não, não e não! Às vezes, nem a mesadinha acaba.

Eu achava que quando eu fizesse dezoito anos, minha mãe ia me chutar de casa e me mandar caçar meu rumo. É sério! Eu tinha dezesseis anos quando parei pra pensar no que aconteceria quando eu fizesse dezoito. Fui perguntar pra quem já tinha passado por isso, o que realmente acontecia. As respostas não foram muito satisfatórias: "sua vida muda totalmente!", "dezoitão, já pode ser presa", "você terá que amadurecer blá blá blá". Gente, peraí! Fazer dezoito é ter sua vida totalmente mudada tipo extreme makeover? Isso foi o que passou pela minha cabeça. Quem me conhece bem, sabe que eu sou muito noiada com as coisas, né? Então, imagina uma adolescente se imaginando morando na rua e multiplica por setenta. Imaginou? Era assim que eu me via no futuro.

Com isso tudo na cabeça, fui conversar com a voz da sabedoria: minha mãe. Quando falam que mãe sabe tudo, é porque ela sabe de tudo. Com muita paciência, minha mãe me falou que não era bem assim. Que ela não iria me chutar de casa e perguntou se eu estava maluca ou o que, pensando que ela ia me abandonar no mundo. Eu estava o que.

Eu fiz dezoito anos muito bem feitos com uma super festinha e outros acontecimentos (que depois serão relatados) que me fizeram ver que aquela história toda de fim de vida que eu inventei era tudo coisa de gente doida (eu). Percebi que amadurecer é um processo. A gente não faz dezoito anos hoje e amadurece amanhã. Não acontece da noite pro dia. São acontecimentos da vida que nos deixam mais fortes, mas sábios e mais espertos. Não quero dizer que minha vida é um conto de fadas e que eu não encontrei dificuldades nesse período. Não mesmo! Mas quero só te tranquilizar que se você vai trabalhando com o seu jeitinho, vai bem. Eu não sinto que meu processo de amadurecimento está completo. Qual é? Eu acabei de começar a vida! Vou amadurecendo do jeito que der e vier. Não vou ter pressa, mas não serei aquela lesma toda na vida, né?

Se você está chegando nos dezoito anos ou está neles, quero dizer que eu quero aprender junto com você. Tem tanta coisa para fazer, aprender e tanta coisa pra errar também, não é?

VOCÊ É SUFICIENTE E PONTO!

[caption id="attachment_277" align="aligncenter" width="500"] Essa é a Meryl mostrando o quão incrível você é[/caption]

 

Eu tive uma amiga ("amiga") que me procurava e me pedia ajuda sempre... Sempre que as "primeiras opções" dela davam pra trás. Você tem alguém assim na sua vida? Pois bem. Eu tive e é uma droga. Eu nunca comentei ou tentei saber o porquê disso, mas venho sendo incomodada há algum tempo.

Vamos chamá-la de Felícia, porque ninguém tem uma amiga chamada Felícia. Nem eu. Bem, Felícia seria o tipo de amiga que deveria ser para sempre, minha melhor amiga. Mas o cosmos decidiu bagunçar um pouco as coisas. Ou Felícia decidiu. Pois bem, Felícia sempre me chamava para sair quando o plano A dava rolo. Ou me chamava para conversar quando o número 1 não dizia o que ela queria ouvir. O que é ofensivo, porque eu não sou acostumada a dizer o que os outros querem ouvir. Minha opinião é minha, e ela merece ser ouvida. Ela fica guardada por bastante tempo. Ou seja, Felícia me introduz à sua vida quando é cômodo. Mas o que Felícia não sabe, é que essa atitude irritante deu vida à uma voz lá no canto mais escuro da minha mente. Eu chamo essa voz de não-boa-o-suficiente. Mas vocês a conhecem como Dona Insegurança. Então você pensa: peraí! Sua insegurança é por causa de uma amiga? Calma lá! "Amiga", lembra? Mas eu vou explicar o motivo da minha insegurança ser a Felícia.

Digamos que toda vez que você seja chamado (a) para sair ou conversar com a Felícia, você saiba que só está ali porque alguém antes de você não estava disponível para tal coisa. Estranho, não? Vocês só podem conversar quando outro alguém não pode. E o seu valor? Sua conversa não é interessante também? Sua presença na saída de sexta-feira não vale a pena? Você não é suficiente? Tudo indica que não. E assim, Felícia começa a estragar um pouco do seu tesouro chamado autoestima.Infelizmente, pessoas fazem isso sem nem perceber que estão fazendo.

Mas há um ponto muito interessante sobre isso: se você se distancia da Felícia + arruma alguém para conversar, sair ou seja o que for, é errado. Você está estragando os planos dela de não ficar sozinha. Como eu já disse, estranho não? Mas vamos mudar o foco da Felícia, para mim (ou você).

Honestamente, como você acha que eu me sentia? Como você se sentiria? Eu me sentia um lixo. Bem, eu decidi retirar Felícia da minha linha do tempo, do meu feed de notícias da vida real. Por quê? Bem, Felícia é aquele eterno chocolate que você gosta muito, mas toda vez que come, dá dor de barriga. Ruim, não?
Mas eu fiz isso por mim porque, olha, eu sou o suficiente. E às vezes me atrevo a dizer que sou até um pouco mais que o suficiente.

É... Minha autoestima tá lá em cima agora, você vê?

Primeiro: eu sou filha de um Rei (desculpa, pai, mas falo de alguém maior). Se você que lê isso e não acredita em um Deus, eu te respeito assim como você me respeita! Mas eu digo uma coisa: ser filha dele não tem preço. É bom pra caramba.
Segundo: eu me basto. Eu sou feliz comigo mesma e, honestamente, isso é incrível!!!!!! Precisei usar muitos pontos de exclamação pra você ter noção do que eu digo.
Terceiro: eu não preciso de ninguém para me colocar para baixo. Digo, se eu quiser, eu faço isso sozinha. A mente humana faz coisas estranhas.

A moral disso tudo: NUNCA mantenha uma Felícia na sua vida. Se alguém te usa como segunda opção, plano b, número 2 (em todos os sentido, hehehe) na vida dela, é porque não te dá o valor que você merece. Olha aqui, você é único (a) e incrível. Aquele clichê de que não existe ninguém no mundo como você é a coisa mais certa dessa vida! Não tente mudar para agradar ou se fazer presente na vida de alguém. Você é (mais que) suficiente. Você é awesome!

AU REVOIR



Faz um tempão que você não aparece por aqui. Uns três meses, eu acho. Mas ontem você apareceu. Ou eu que apareci por aí? Bom, quem se importa? Ah, você apareceu primeiro. Agora tenho certeza.
Todo decidido sobre política e rindo das minhas opiniões. Você sabe o quão horrível eu sou quando o assunto é política. Ou economia. Assuntos de Estado, no geral.

Ah, eu estava dizendo da sua aparição depois de um tempo. Foi tranquila. Minha mãe tinha acabado de falar de você e eu lembrei. Lembrei das suas fotos zoadas e sem sentido. Lembra aquela com o álbum dos Who? É a minha favorita. Opa, era. Era a minha favorita. Aproveitei e lembrei dos dias de jogos. Cheios de reclamações e palavras sem nexo. Essas memórias são boas. Muito boas, mas não ficarei com elas dessa vez.

Eu pensei que eu iria pirar, perder a cabeça e comer um montão de chocolates, mas não. Não me senti estranha, burra ou estúpida. Na verdade, eu nunca me senti tão bem. Acho que estou me desprendendo daquilo tudo. Estou te deixando ir, finalmente. E me deixando ir também. Só não sei para onde. Ainda.

Não acordei arrependida e com o coração apertado. Não acordei com vontade de ouvir músicas-para-se-ouvir-na-fossa. Nada disso. Eu já disse: nunca me senti tão bem.

Espero que se sinta bem também.

EU TÔ CANSADA E NÃO SOU OBRIGADA

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Eu tô cansada. Não fisicamente, eu durmo bastante. Mas eu estou cansada!
Cansada de "amigos" que perguntam como eu estou, só que na verdade, esperam pelo superficial "estou bem" e não a resposta verdadeira. Nem eles são verdadeiros.

Eu tô cansada de pessoas que chegam, se acomodam, marcam seu território e vão embora. Sem dizer o porquê ou dar qualquer explicação. Só somem. Assim como a minha paciência com isso.

Eu tô cansada dos caras que aparecem por aqui falando coisas e coisas e no fim, não querem dizer nada. Só dar uma enroladinha. Tipo, sério? Vocês gostam mesmo de fazer isso? É bom? E pensando nisso, eu já me sinto cansada do próximo maravilhoso que vai aparecer sendo fã da minha banda favorita e vai, sei lá, sumir com o vento.

E eu me canso de desapegar das coisas. De ter a obrigação de estar pronta para o desapego. Eu quero me apegar e não me sentir culpada depois pensando que eu estou sendo estúpida e com medo de perder.

E eu nem sei se a culpa é minha ou de uma força superior. Não, eu não culpo Deus, mas... Tem que ter alguma coisa no cosmos que conspira contra. Tem que ter! Não é possível!

E eu tô cansada de ter que ser incrível. Essa geração Y... Sempre ter uma piadinha na ponta da língua, dosar a quantidade de sarcasmo, recuperar a minha nota em física que nem foi tão baixa assim. Minha mãe nem me obriga a estudar, mas eu acho que é a minha obrigação. Mas e se essa não for minha obrigação? E se a minha obrigação for sentar e relaxar? E eu nem sei porque eu me cobro tanto. Ah, a culpa deve ser minha mesmo.

Vou parar de escrever porque tô cansada.

POR FAVOR



Eu não quero que você mude de ideia agora.

Sua decisão foi tomada e a minha também. Afinal, você é um cabeça dura, e eu também. A gente até que combinava. Combinava até demais. Mas tínhamos a teoria dos opostos. Lembra dos polos dos ímãs? E das frases de avó “os opostos se atraem”

Não éramos opostos. Atraímos-nos bastante.

Eu aqui, sempre procurando as coisas no nosso passado. Passado. Antes. Lá atrás. Acabou. Estamos acabados.

Eu não quero que você mude de ideia agora.

Lembra quando achamos um vinil em um dos sebos escondidos da cidade? E de como foi difícil achar um toca discos? Comentavam que éramos antiquados. Toca discos. Quem diz isso hoje em dia? Quem ouve vinis hoje em dia? A verdade é que eles não entendem. Acho que nem nós dois. De volta ao passado.

Eu não quero que você mude de ideia agora.

Mas não encontraremos outros eu e você. Não que fossemos isso tudo... Na verdade, nós achávamos que éramos isso tudo. Tão convencidos. Tão nós. Tão enrolados.

Eu não quero que você mude de ideia agora.

Mas acho que estou mudando a minha.

Por favor, mude de ideia.

INDECIFRÁVEL

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Você fala sobre o amor e a saudade, mas não sente. E se sente, não diz. Me atormenta em meus sonhos e diz não saber o porquê. Você faz perguntas sem querer saber a resposta. Está aqui, com a cabeça lá.

Perco noites repassando o que você diz, canta e escreve para tentar descobrir alguma dica. Algum vestígio de o que você quer, de quem você é. Tentativa inútil.
E admito estar cansada.

Sento, conto até dez e procuro coragem para apagar tudo que envolve você: as cartas, as músicas e os sonhos. Conto até vinte, e coragem é o que menos me falta. Apago. As palavras, os filmes e as risadas.

E então, quando menos espero, você volta. Trazendo tudo. E sentimentos. Você decide sentir e eu nem sei mais o que é isso. Conto até trinta e abro o coração um pouquinho. Você bate na porta, diz Olá, mas não entra. Melhor assim. Menos coisas para retirar depois. Me poupa o cansaço. E embora não tenha vindo para ficar, você está lá: pronto para me atormentar novamente. Em sonhos.

CARTA PARA A GABI DE DEZ ANOS ATRÁS



Acho que somos bem parecidas. Sensíveis e bobas. Teimosas e cabeça dura.
Você provavelmente está digerindo a separação do papai e mamãe, mas sem se importar muito. Afinal, você não entende muito desse mundo dos adultos. Está fazendo sua segunda mudança. Não se preocupe! Ainda faltam 9! E em uma delas você vai morar perto da casa da vó. Vai passar na casa dela antes e depois da escola e vai passar bastante tempo sentindo o ventinho no terraço. Mas isso é história pra depois.

Por enquanto, seus melhores amigos são os da escola e os filhos de amigos dos nossos pais. Vocês se encontram muito, sabia? Mas nenhum deles vai permanecer. Mas não precisa perder a cabeça. Aquela vizinha que conversa com você pela varanda permanecerá até os quase dezoito. Depois, eu não sei... ainda nem vivi pra saber.

Aposto que você faz força pra não chorar. Você continuará com essa mania e a garganta ainda vai arder quando você fizer. Uma dica: continue intensa do jeito que você é. Quando você chegar lá na frente, você vai ver o quão bom é sentir. Lembre-se: sentimentos são melhores da cabeça pra fora.

Os problemas não são muitos, mas são problemas. Não, não quero te assustar, afinal, você só tem sete. Ah, com uns 13 anos você vai perceber que esse número te dá "sorte": seu primeiro prêmio de sorteio será com o número sete. Mas o prêmio não é lá essas coisas... crescer também não. Mas é preciso.

Ai, Gabi! Se você soubesse quantas coisas maravilhosas ainda vão acontecer... mas não vou contar para não estragar a surpresa.

Você ainda gostará de A Noviça Rebelde e ainda vai cantarolar as músicas por aí. Falando em música, ela vai te acompanhar até você não aguentar mais. Inventarão uma coisa louca chamada celular com mp3. Esse será um dos seus maiores tesouros.
Sobre tesouros, é lá que seu coração estará. Sempre. E lembra de buscar Aquele que está sempre por perto. 
Não vou me estender muito para você não pensar que vai virar uma faladeira. Mas vai sim! Vai falar até os confins da terra.
                                                                                                                                                                                                                Um beijo. De você para você. 

CAMINHO



Ando sozinha. Nem lembro mais o  caminho. Tenho certeza que estou perdida. Completamente. Já não vejo o sol e começo a me encontrar com as estrelas. E, de repente, me vejo na sua estrada, na rua da tua casa. Cada esquina é um pedaço teu, caminho que você percorreu. Nem sei mais pra onde vou, mas sei onde estou. Tento continuar meio perdida, te encontrando em cada pedaço do caminho. Procurei há tanto tempo, me encontrei aqui.  Nem sei onde é meu lugar. Isso já não importa. Novamente, me sinto perdida. Junto com as estrelas. Eu poderia falar da brisa que bagunça me cabelo, que arrepia a minha pele, mas não encontro as palavras. Eu poderia falar das coisas que ando sonhando, mas tenho que continuar, seguir em frente. Mas ao mesmo tempo, tenho que ficar. Algo me prende a esse ponto. E então, estou presa no meu caminho. No nosso.

 

MÁGICA



Por mais que a vida seja um pouco amarga, azeda, dura, não tão legal… Ok. Já entenderam. Mas mesmo ela não sendo o que esperamos, ainda resta um pouco de magia nela. Não falo sobre coelhos em cartolas ou baralhos loucos pulando por aí. Falo da magia que é se sentir vivo. Poder sentar em um canto qualquer e fazer planos que, talvez, você nunca irá cumprir. Falo de sair com os amigos e rir como se não houvesse o amanhã. De conhecer pessoas e conhecê-las de novo, porque você nunca conhece alguém totalmente.

Ter a magia de sonhar sonhos que aos “olhos mortais” são extremamente impossíveis, mas são seus sonhos. Se imaginar vivendo um romance em Paris. Conhecer o amor de sua vida justo no lugar que você nunca pensou em estar. Chorar de alegria por ter conquistado algo que muito se quis.

Magia não está apenas em pó mágico, cartolas e varinhas, magia está em viver  e sentir aquela ótima sensação que nem eu, nem você podemos explicar.

ESTADO DE GRAÇA



Estamos na cidade. É noite. Estamos andando há alguns minutos. Ou foram horas? O tempo já não importa mais. Estamos caminhando, cantando, sorrindo. Um do outro, um para o outro. As luzes já se acenderam. As da cidade e a nossa também. Estamos no verão, mas a brisa é um pouquinho fria a essa hora. Você usa aquele gorro preto de inverno e eu gosto. Me lembra... New York. Mesmo nunca estando lá, você me lembra algo que eu amo. Seguro seu braço e você o segura um pouco mais forte. Isso me faz lembrar que pela primeira vez tenho algo a perder. Não é algo pequeno. Algo grande, cheio de significados. Sinto que estamos em perfeita harmonia. Harmonia, sintonia e simetria. Simetria, não. Você é uns centímetros mais alto e eu gosto disso. O abraço é mais confortável, me sinto segura.

Já não estamos sozinhos. Algumas pessoas começam a aparecer ao nosso redor. Alguns estão com a aparência cansada, afinal, estão voltando para casa. Nós estamos em casa. No nosso lar. Achamos que ali não temos limites. Você começa a cantarolar uma música antiga e esquece algumas partes. Você sabe como eu sou com músicas: não foram feitas para se cantar com falhas. Começo a corrigir seus erros e você nem liga. Ri, abaixa a cabeça e diz que eu tenho razão.
Você me pergunta pela milésima vez se já ouvi uma piada qualquer e eu digo que não. Você sabe que sim. Mas eu só quero ouvir você rindo tanto que a piada já não importa mais. O que importa é isso: estamos juntos, sentindo como se estivéssemos pisando em solo sagrado.

PERCA-SE



Perca-se. Se perca. Em uma música, em algum lugar, em um livro, em um amor.

Se perca no caminho pra casa, se perca na ida para algum lugar. Qualquer lugar. Se perca onde você  pode se achar, ou onde você não pode ser achado. Se perca em suas vontades, se perca em seus sonhos, ou se perca em alguém. Perca-se na vontade de viajar, na vontade de ir e não voltar. Perca-se onde quer que esteja. Sabendo o caminho ou não. Apenas perca-se.

E depois, procure, explore, busque o que você não espera encontrar.

Perca o medo, as inseguranças, os receios, o preconceito. Perca a falta de fala, a falta de amor. Perca tudo o que te segura e impede de seguir. Perca, principalmente, o apego ao que te atrasa. Perca a vontade de ficar. Vá, siga.

Apenas perca-se.

PARADOXO

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Você sempre soube que não sou boa em comunicação. Por que você está exigindo isso de mim? Você fala que se apaixonou por meus defeitos e agora quer abominá-los? Que tipo de amor é esse? Amando só quando lhe é conveniente? Quando cai bem amar? Eu gostaria de saber em que ralo foram parar todas aquelas promessas e as palavras bonitas que você disse,  pra poder esfregar na sua cara todas aquelas “verdades” daquela tarde de terça-feira. Suas verdades são um enorme paradoxo. Todas mentiras. Você pode me explicar isso agora?

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