APRENDENDO A AMAR PROCESSOS
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Ou como tenho aprendido a me amar.
Quem me conhece de perto, sabe que há muito tempo eu vivo lidando e lidando com a ansiedade e a deprezinha (não daremos a ela o valor da sílaba "ão). E quem me conhece sabe, também, a bagunça que eu sou em 70% do tempo. Isso demanda muito amor e paciência:: deles comigo e minha comigo. Até porque sou eu quem lido comigo mesma 100000% do tempo.
Mas, enfim, FOCO! Onde eu quero chegar? Eu comecei a amar os meus processos entre tempestades e bonança. Eu ouvi em algum lugar que a felicidade é ou intervalo entre duas tristezas. Ou a tristeza é o intervalo entre duas felicidades. Depende de qual lados estamos olhando. Pois bem. Entre todos estes intervalos, nós temos processos. Processos de cura, processos de cuidado, processos da raiva e da angústia. Processos de tratamento de ansiedades e deprês. E eu estou aprendendo a amá-los. Não digo que estou plenamente satisfeita em lidar com eles. Calma. Eu preciso crescer muuuuito ainda. Muito. Mas estou aprendendo a amar estes processos.
Como? Não sei. Não são processos fáceis. São dolorosos, com muito choro, muito aperto no coração, mas esse é o caminho entre quem sou e quem possivelmente posso/quero me tornar. Como não amar processos?
O amor dói. Acredito que nesta etapa da vida todos nós sabemos como o amor dói. Mas este amor ama. E amar a si mesmo é uma tarefa ainda mais dolorida. Isto implica: 1) se amar acima dos seus defeitos. Afinal, quem não os tem? 2) ser gentil consigo mesmo. Afinal, se vocês não for, quem será? 3) se permitir curar no seu próprio tempo.
Estas três etapas parecem simples, mas são tão difíceis de serem colocadas em prática... Acredito que o quão fácil eu sou para amar os outros, eu tenho de dificuldade de me amar. Não digo por atributos físicos, até porque eu sou um pitelzinho, mas me ama com toda a complexidade que eu carrego: a minha teimosia, a insegurança, o medo de falhar, o egoísmo, e a lista poderia continuar... Mas eu preciso me amar. E isso só ocorre durante processos. Processos estes que são dificultosos, árduos, terríveis, mas que eu aprendi a amar.
Enfim, eu comecei a escrever este #desabafo sobre uma coisa e a minha poesia me levou para outros caminhos. Bom, that's how we roll.
Gostaria de deixar aqui as considerações finais: ame-se e ame o processo que tem feito com que você seja quem você é hoje. Acredite, esses processos são preciosos. Nem sempre nós iremos entender o porquê de estarmos no meio dessa bagunça toda, mas precisamos passar por ela, vivê-la, entendê-la e aceitá-la.
Bom, é isto. Desabafo feito. Rotina de escrita renovada com sucesso.
♥


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