RIRI WILLIAMS: A REPRESENTATIVIDADE É NECESSÁRIA E NÓS VAMOS LUTAR POR ISSO

16:42

ACEITA

Vocês sabem que eu escrevo, na maioria das vezes, quando o coração bate forte por alguma coisa que eu vejo, leio, escuto, né? Pois bem, amigos. Hoje é uma noite dessas.



Veja bem. Eu, Gabizinha, estava naquela rede social. Isso mesmo. Aqueeeela onde, muitas vezes, a galera perde a linha nas coisas que fala. Mas, por incrível que pareça, estava tudo bem. Vi uma pregação, umas fotos fofas, uns vídeos de cachorrinho e pensei "o feice é muito bom mesmo" (revelei a rede, opa). Até que eu dei de cara com um post reclamando da representatividade da Marvel. Tava bom demais pra ser verdade, né? ESTAVA SIM! 



First things first! Riri Williams é a nova sucessora do Homem de Ferro. Riri Williams é negra, menina e adolescente. Prato cheio pra galera que não gosta de ferir os bons costumes da comunidade nerd, né? Eles nunca aprendem... Riri faz parte da galera nova que vai surgir nos quadrinhos numa fase em que todos estamos sentindo esse renovo nas mídias sociais, na TV (mesmo que nem sempre ela represente porque deve, mas para transformar o material em manobra pra ganhar lucro capitalismo risos. Mas isso é questão pra outro dia), na internet e em todos os lugares onde a galera que quer a mudança pode chegar! 

Eu juro que eu tento entender o lado deles (MENTIRA). Esse lado onde um super-herói não pode ser substituído por um diferente. Veja bem: Riri não será o Tony Stark. Repito: ela não será o Tony Stark. Tony é Tony e Riri é Riri. Não precisamos nos preocupar, galera. É aquele ditado: cada um no seu quadrado.

Como vocês podem ser contra uma mocinha que é um gênio da ciência, desenhada por um brasileiro e toda cheia de swag (baseado no que nos foi revelado até aqui)? Ela tem muito a nos oferecer e vocês aí pagando micão na internet. Francamente...



Riri Williams está trazendo a representatividade (oh, palavra bonita) que toda menina negra sempre precisou e nunca teve. Como parte dessa faixa da população, eu dou aqui o meu testemunho de garota que nunca se viu na Capricho, nas fases de Malhação, nos desenhos e na maioria de livros que eu li.

Quando eu digo que precisamos de meninas negras, indígenas, muçulmanas, orientais na cultura pop, eu falo não por um capricho meu, mas por pensar em todas as outras meninas que verão heroínas com os cabelos cheios e crespos como os delas, com os olhos puxados e modos culturais que raramente são mostrados na mídia sem exageros e falta de informação. Gente, na moral, não é difícil entender isso.

Representatividade importa, pessoal! Estamos tomados por personagens da cultura pop por todos os lados e, muitas das vezes, queremos nos espelhar nelas no nosso dia-a-dia, Se você nunca quis fazer parte dos Vingadores, você tem problemas. E dos grandes. Então, por que não podemos nos espelhar em heróis que sejam cada vez mais parecidos conosco? Hein, hein?

É um alívio saber que mesmo com tanta intolerância no mundo, esses caras sensacionais de grandes marcas de quadrinhos estão querendo levar a diversidade e a diferença do ser humano para os seus modos de espalhar arte e cultura para o mundo. Amo vocês, caras!

Teremos Riri Williams, teremos Kamala Khan e teremos Miles Morales. 

Aceita de dói menos (:

E outra coisa: ninguém tá te obrigando a comprar os quadrinhos.

No mais, a representatividade vai invadir tudo mesmo e se não quiser, recado: 




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